Sobre este serviço
Linha de vida é o sistema de ancoragem ao qual o trabalhador se conecta para circular com segurança onde existe risco de queda: telhados, silos, plataformas, pontes rolantes e caminhões. A NR-35 exige que a ancoragem estrutural e os elementos de fixação sejam projetados sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, e o projeto precisa mostrar que a estrutura que recebe o sistema resiste à força de uma queda.
Projetamos o sistema completo. Levantamos as coberturas por drone e trabalhamos sobre a ortofoto, o que coloca cada linha, poste, esticador e absorvedor na posição real da telha e das terças. Para cada linha calculamos a tração no cabo com e sem acionamento do absorvedor, a flecha, a distância livre de queda e os esforços transmitidos à estrutura. A fixação é detalhada para cada tipo de telha, trapezoidal metálica ou ondulada de fibrocimento, sempre apoiada na terça.
O acesso faz parte do projeto: escadas marinheiro com gaiola, plataformas de descanso acima de 10 m, linhas verticais, passarelas e pontos de entrada e saída. Cada linha recebe uma plaqueta com norma, capacidade, número de usuários e campo de controle de inspeções, e o memorial define inspeção antes do uso, inspeção periódica, critérios de rejeição e procedimento de resgate.
Atendemos indústria e agroindústria em Santa Catarina desde 2016, com 19 projetos de linhas de vida, ancoragens e acessos para 12 empresas, entre elas a Baterias ERBS, a CRAVIL e a Pamplona Alimentos.
Riscos de uma linha de vida sem projeto
Uma linha comprada pronta e instalada sem cálculo pode parecer segura e falhar justamente na queda. Estes são os pontos que o projeto resolve.
Ancoragem que cede
Ao deter uma queda, o absorvedor limita a força no trabalhador, mas a ancoragem recebe esforços da ordem de 10 kN. Se a terça e a fixação não forem verificadas, o ponto que deveria proteger é o primeiro a romper.
Altura livre insuficiente
O cabo flexível deforma ao segurar a queda. Em um vão de 10 m, um usuário precisa de cerca de 7 m livres abaixo da cobertura; dois usuários no mesmo vão, mais de 9 m. Sem esse cálculo, a queda termina no piso.
Fiscalização e auditoria
Sistema de ancoragem permanente sem projeto, sem ART e sem especificação dos componentes é apontado em fiscalização do trabalho, em auditoria de clientes e pela seguradora, e pode levar à interdição do trabalho em altura.
Linha que não pode ser liberada
Sem plaqueta de identificação, capacidade declarada e registro de inspeção no máximo a cada 12 meses, a linha instalada não tem como ser liberada para uso.
Quando contratar
- Equipes de manutenção, limpeza de calhas ou painéis fotovoltaicos que sobem no telhado
- Silos, elevadores, tombadores e peneiras com acesso por escada ou plataforma
- Carregamento e enlonamento de caminhões, com trabalho sobre a carroceria
- Linha de vida instalada sem projeto, sem ART ou sem identificação
- Notificação da fiscalização, exigência de auditoria ou da seguradora
- Ampliação de cobertura ou troca de telha onde já existe linha de vida
O que está incluído
- Levantamento das coberturas por drone e ortofoto
- Traçado das linhas, entradas e saídas
- Cálculo de tração, flecha e distância livre de queda
- Verificação da terça e da estrutura que recebe a ancoragem
- Detalhes de fixação por tipo de telha
- Escadas marinheiro, gaiolas e plataformas
- Plaqueta de identificação por linha
- Memorial descritivo, quantitativos e ART
O que você recebe
- Pranchas com o traçado das linhas sobre a ortofoto ou a planta, com entradas, saídas e escadas
- Detalhes de fixação por tipo de telha, postes, passadores, curvas e terminação do cabo
- Memorial descritivo e de cálculo: tração, flecha, distância livre de queda e esforços na estrutura
- Lista de quantitativos: cabo, postes, esticadores, absorvedores e acessórios
- Modelo de plaqueta de identificação e procedimento de inspeção, rejeição e resgate
- ART de projeto e, quando contratado, inspeção inicial para liberação do sistema

